Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda para obra de duplicação da GO-330; vídeo

Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda A imagem da idosa Maria da Paz, de 78 anos, ajoelhada diante de uma máquina para impedir...

Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda para obra de duplicação da GO-330; vídeo
Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda para obra de duplicação da GO-330; vídeo (Foto: Reprodução)

Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda A imagem da idosa Maria da Paz, de 78 anos, ajoelhada diante de uma máquina para impedir a entrada do equipamento em sua fazenda durante as obras de duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri, ganhou ampla repercussão nas redes sociais. A obra, executada pelo Governo de Goiás, tem investimento total estimado em cerca de R$ 400 milhões. Em nota, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) destacou ao g1 que não houve invasão da propriedade e que desapropriação da área não afeta a residência da idosa. O texto diz ainda que foi cumprida uma ordem judicial para continuidade das obras, após depósito do valor legalmente definido de R$ 550 mil pagos à mulher (leia nota completa ao fim da reportagem). O vídeo foi gravado na sexta-feira (29). Nas imagens, a idosa aparece pedindo para que as máquinas saiam do local. Outros vídeos mostram policiais e moradores ao redor de Maria. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Na noite de quarta-feira (27) até a manhã de quinta-feira (28), fazendeiros realizaram manifestação na GO-330 e bloqueram um trecho da rodovia. Na ocasião, a Goinfra emitiu uma nota afirmando que "desde o início do processo, buscou uma solução consensual para as desapropriações necessárias". Ao g1, João Paulo Nogueira da Silva, integrante da Comissão de Proprietários Atingidos pela Duplicação da GO-330, afirmou que 46 proprietários terão áreas desapropriadas para as obras e devem ser indenizados. Segundo João, a reivindicação de Maria é para que as máquinas não avancem além da área necessária para a passagem da rodovia dentro da propriedade. De acordo com ele, a preocupação da idosa é evitar que partes da fazenda sejam utilizadas para a extração de cascalho. Na propriedade, Maria tem vacas e vive da produção de queijo. No total, a fazenda possui 24 mil hectares, sendo que 36,84% da área será desapropriada. Idosa se ajoelha diante de máquina para tentar impedir obra de duplicação da GO-330 Arquivo pessoal/João Paulo Nogueira da Silva LEIA TAMBÉM: Com pacote de mais de R$ 300 milhões, Aparecida anuncia obras de asfalto, habitação, reforma de UPAs e mais; veja investimentos Trechos em obras na GO-060 têm um acidente por dia entre Trindade e Goiânia, diz polícia Rodovia GO-060 terá interdições entre Goiânia e Trindade durante quase um mês para obras Em nota, a Comissão informou que, de acordo com dados levantados pelo grupo, apenas dois proprietários afetados concluíram formalmente acordos com o Estado até o momento. A Goinfra afirma que o valor pago a Maria da Paz "já é bem superior ao máximo praticado no mercado de Catalão, que é de R$ 40 mil por hectare ou R$ 193,6 mil por alqueire, o que, nesse caso, daria um total de R$ 367,8 mil pelo 1,9 alqueire da propriedade". Por outro lado, a Comissão defende que as indenizações oferecidas não refletem o valor real de mercado das propriedades rurais. "​A Comissão de Proprietários reitera que nunca se posicionou contra o desenvolvimento da região ou a duplicação da rodovia. No entanto, exige que o direito constitucional à justa e prévia indenização seja respeitado", destacou o texto. Duplicação da GO-330 Duplicação na GO-330 Divulgação/Goinfra De acordo com o governo, a duplicação da GO-330 será executada em etapas, divididas em três segmentos para acelerar o andamento das obras. Segundo a Goinfra, a primeira fase abrange um trecho de 11,7 quilômetros entre o Posto Policial de Catalão e o trevo da GO-305. O investimento supera R$ 123 milhões e inclui a ampliação da pista atual, a construção de uma nova via em concreto betuminoso e a implantação de uma ponte sobre o córrego Cachoeirinha. Já a segunda etapa contempla a duplicação e a restauração da pista existente em um trecho de 18,6 quilômetros, entre o trevo de Goiandira (GO-305) e a ponte sobre o Rio Veríssimo, no percurso entre Catalão e Ipameri, com investimento estimado em R$ 175,6 milhões. Nota da Goinfra A Goinfra sempre prioriza o diálogo e a solução consensual, o que tem ocorrido na maioria das desapropriações, sendo o Judiciário a última alternativa para não paralisar a obra. Agora terceiros – que são parentes e possíveis herdeiros de uma proprietária que não aceita o acordo – tentam manipular a opinião pública e politiza uma situação que é técnica, demonstrando que estariam em busca de recursos públicos indevidos. Não houve invasão da propriedade nem a desapropriação afeta a sua residência. O que ocorreu na propriedade foi o cumprimento de ordem judicial de imissão de posse para continuidade das obras, após depósito do valor legalmente definido (R$ 550 mil por 9 hectares ou 1,9 alqueire), calculado por engenheiros independentes de forma técnica e isenta, conforme a legislação nacional. Essa valor já é bem superior ao máximo praticado no mercado de Catalão, que é de R$ 40 mil por hectare ou R$ 193,6 mil por alqueire, o que, nesse caso, daria um total de R$ 367,8 mil pelo 1,9 alqueire da propriedade. Um oficial de justiça esteve no local e notificou formalmente a proprietária em março, que optou por não receber as equipes porque reivindica R$ 5,8 milhões, valor que nenhuma avaliaçã o técnica sustenta e nenhuma legislação que se refere ao setor público permite. O pagamento de tal valor (que representaria mais de R$ 2,2 milhões o alqueire) seria um ato ilegal, pois trata-se de um montante 10 vezes acima do valor de mercado da propriedade. A Goinfra cumpre a lei e terceiros têm utilizando a imagem da senhora para distorcer uma situação que já possui decisão judicial e assim tentar conseguir valores indevidos do poder público. A obra é uma demanda histórica da população de Catalão, Ipameri e Pires do Rio; e a Goinfra segue com diálogo aberto e comprometida com a legalidade, a transparência e manutenção das obras com a infraestrutura do estado. Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás